Transtornos de comportamento são uma das principais causas de incapacidade em pacientes com traumatismo cranio-encefálico (TCE). Nesse episódio eu discuto as opções farmacológicas para o tratamento dessas alterações, baseado numa Revisão Sistemática da SOFMER. Desculpem a minha voz, tinha acabado de gravar o 4o episódio em sequência. Ah, e quando eu menciono as doses de B-bloqueador, estou falando do propranolol.

Referencias

1-Plantier et al. Annals of Physical and Rehabilitation Medicine 59 (2016) 42–57

2. Liepert et al. Curr Opin Neurol 2016, 29:700–705

 

As opções para ganho motor em pacientes com lesão medular crônica são limitadas. Nesse episódio eu discuto sobre uma série de casos publicada no New England sobre o efeito de Estimulação Elétrica Epidural em pacientes C5-T4 AIS A ou B, e recuperação da marcha em 2 deles.
Referências:
-Angeli CA et al. Recovery of Over-Ground Walking after Chronic Motor Complete Spinal Cord Injury. N Engl J Med. 2018 Sep 27;379(13):1244-1250. doi: 10.1056/NEJMoa1803588. Epub 2018 Sep 24.

O uso de terapia de supressão hormonal (ou supressão androgênica) é bastante importante no câncer de próstata. Porém, ela causa diversos efeitos colaterais, dentre eles a perda de massa muscular e óssea. O exercício já um tratamento comprovado para essas alterações. Porém, havia uma dúvida se o tempo de início de exercício (imediato ou após 6m de terapia) influenciaria essa composição corporal. O estudo de Taaffe et al fez essa análise, e é dele que falo nesse episódio.

 

Referências:

Taaffe DR et at. Immediate versus delayed exercise in men initiating androgen deprivation: effects on bone density and soft tissue composition. BJU Int. 2018 Sep 21. doi: 10.1111/bju.14505. [Epub ahead of print]

O uso de Canabinóides tem ficado muito popular ultimamente. Diversas decisões judiciais e da ANVISA recentemente ampliaram o acesso dos brasileiros a essas medicações.

Nesse episódio eu não abordo questões éticas ou legais. Abordo apenas o funcionamento do Sistema Endocanabinóide, assim como o racional científico por trás dos canabinóides exógenos, bem como a evidência no tratamento de Dor, Espasticidade e Náuseas.

 

Referências

  • Mol Brain. 2018 Sep 17;11(1):51. doi: 10.1186/s13041-018-0395-2
  • Borgelt LM, Franson KL, Nussbaum AM, Wang GS. 2013. The pharmacologic and clinical effects of medical cannabis. Pharmacotherapy. 33(2):195-209
  • Carter GT, Weydt P, Kyashna-Tocha M, Abrams DI. 2004. Medicinal cannabis: Rational guidelines for dosing. Drugs. 7:464-470.
  • Huestis MA. 2007. Human cannabinoid pharmacokinetics. Chem Biodivers. 4(8):1770-804.
  • J Ethnopharmacol. 2018 Dec 5;227:300-315. doi: 10.1016/j.jep.2018.09.004. Epub 2018 Sep 8.
  • Rice, J., & Cameron, M. (2018). Cannabinoids for Treatment of MS Symptoms: State of the Evidence. Current Neurology and Neuroscience Reports, 18(8). doi:10.1007/s11910-018-0859-x
  • Cannabinoids for Medical Use: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA. 2015 Jun 23-30;313(24):2456-73. doi: 10.1001/jama.2015.6358.
  • Evaluating Sativex® in Neuropathic Pain Management: A Clinical and Neurophysiological Assessment in Multiple Sclerosis. Pain Med. 2016 Jun;17(6):1145-54. doi: 10.1093/pm/pnv080. Epub 2016 Jan 13.
  • Cannabidiol modulates serotonergic transmission and prevents allodynia and anxiety-like behavior in a model of neuropathic pain. Pain. 2018 Aug 27. doi: 10.1097/j.pain.0000000000001386. [Epub ahead of print]

Nem todo opióide igual. Nesse episódio eu discuto a farmacologia básica dos opióides, e algumas características que diferenciam as medicações entre si. Com isso, espero que você tenha mais facilidade para selecionar a melhor terapia para o seu paciente.

Nesse episódio eu decidi variar um pouco o modelo do episódio. Apresento um caso clínico sobre Lombalgia em um paciente com Câncer de Próstata, com foco nos diagnósticos diferenciais (metástases ósseas, dor discogênica, dor miofascial.

Esse caso faz parte da aula que eu darei em 04/10/2018 no Simpósio Paulista de Dor (https://www.simposiopaulistadedor.com.br/simposio/2018/), com tema “Dor preexistente e dor relacionada ao câncer”.

 

O uso de anti-inflamatórios é muito comum no manejo de patologias musculo-esqueléticas. No geral, a eficácia dos AINEs é semelhante, e a sua escolha se baseia em perfil de efeitos colaterais, preço e posologia.

Nesse episódio eu trago um estudo importantíssimo publicado no BMJ dessa semana, que se chama “Diclofenac use and cardiovascular risks: series of nationwide cohort studies”.

 

Referêncuas

  1. Schmidt et al. Diclofenac use and cardiovascular risks: series of nationwide cohort studies BMJ 2018; 362
  2. Capone ML et al. Pharmacodynamic of cyclooxygenase inhibitors in humans. Prostaglandins Other Lipid Mediat. 2007 Jan;82(1-4):85-94. Epub 2006 Jul 3.
  3. Van Hecken A et al. Comparative inhibitory activity of rofecoxib, meloxicam, diclofenac, ibuprofen, and naproxen on COX-2 versus COX-1 in healthy volunteers. J Clin Pharmacol. 2000 Oct;40(10):1109-20.
  4. Holt RJ et al. Bioequivalence of diclofenac sodium 2% and 1.5% topical solutions relative to oral diclofenac sodium in healthy volunteers. Postgrad Med. 2015 Aug;127(6):581-90. doi: 10.1080/00325481.2015.1058689. Epub 2015 Jun 16.
  5. Moreira SA. Diclofenac systemic bioavailability of a topical 1% diclofenac + 3% menthol combination gel vs. an oral diclofenac tablet in healthy volunteers: a randomized, open-label, crossover study Int J Clin Pharmacol Ther. 2017 Apr;55(4):368-372. doi: 10.5414/CP202753.

Quais as melhores opções para infiltrações em pacientes com tendinopatia do manguito rotador? Nesse episódio eu analiso a Meta-Análise em Rede publicado por Lin et al no Arch Phys Med Rehabil, e discuto sobre metodologia em Revisão Sistemática e Meta-Análise.

 

Referências:

  1. Lin M-T et al.  Comparative Effectiveness of Injection Therapies in Rotator Cuff Tendinopathy: A Systematic Review, Pairwise and Network Meta-analysis of Randomized Controlled Trials. Arch Phys Med Rehabil(2018), doi: 10.1016/j.apmr.2018.06.028.
  2. Bertrand H et al. Dextrose Prolotherapy Versus Control Injections in Painful Rotator Cuff Tendinopathy. Arch Phys Med Rehabil. 2016 Jan;97(1):17-25. doi: 10.1016/j.apmr.2015.08.412. Epub 2015 Aug 22.

     

O linfedema é uma patologia muito frequente em pacientes oncológicos. Nesse episódio eu foco em linfedema secundário ao câncer de mama, com revisão da definição, classificação, exames complementares e tratamentos bem estabelecidos, e algumas novidades no tema. Como sempre, a bibliografia está logo abaixo.

 

 

1.International Society of Lymphology . The diagnosis and treatment of peripheral lymphedema: 2013 Consensus Document of the International Society of Lymphology. Lymphology 49 (2016) 170-184

2.Levenhagen K et al. Diagnosis of Upper-Quadrant Lymphedema Secondary to Cancer: Clinical Practice Guideline From the Oncology Section of APTA. Rehabil Oncol. 2017 Jul;35(3):E1-E18. doi: 10.1097/01.REO.0000000000000073. Epub 2017 Jun 30.

3.Nguyen TT et al. Breast Cancer-Related Lymphedema Risk is Related to Multidisciplinary Treatment and Not Surgery Alone: Results from a Large Cohort Study. Ann Surg Oncol. 2017 Oct;24(10):2972-2980. doi: 10.1245/s10434-017-5960-x. Epub 2017 Aug 1.

4.Asdourian MS . Association Between Precautionary Behaviors and Breast Cancer-Related Lymphedema in Patients Undergoing Bilateral Surgery. J Clin Oncol. 2017 Dec 10;35(35):3934-3941. doi: 10.1200/JCO.2017.73.7494. Epub 2017 Oct 4.

5.Ferguson CM. Impact of Ipsilateral Blood Draws, Injections, Blood Pressure Measurements, and Air Travel on the Risk of Lymphedema for Patients Treated for Breast Cancer. J Clin Oncol. 2016 Mar 1;34(7):691-8. doi: 10.1200/JCO.2015.61.5948. Epub 2015 Dec 7.

6.Ribeiro Pereira ACP et al. Incidence and risk factors of lymphedema after breast cancer treatment: 10 years of follow-up. Breast. 2017 Dec;36:67-73. doi: 10.1016/j.breast.2017.09.006. Epub 2017 Oct 6.

7.Ezzo J et al. Manual lymphatic drainage for lymphedema following breast cancer treatment. Cochrane Database Syst Rev. 2015 May 21;(5):CD003475. doi: 10.1002/14651858.CD003475.pub2.

8.Zhang L et al. Combining Manual Lymph Drainage with Physical Exercise after Modified Radical Mastectomy Effectively Prevents Upper Limb Lymphedema. Lymphat Res Biol. 2016 Jun;14(2):104-8. doi: 10.1089/lrb.2015.0036. Epub 2016 Jan 29.

9.Baumann FT et al. Effects of physical exercise on breast cancer-related secondary lymphedema: a systematic review. Breast Cancer Res Treat. 2018 Jul;170(1):1-13. doi: 10.1007/s10549-018-4725-y. Epub 2018 Feb 22.

10.Gatt M et al. A meta-analysis of the effectiveness and safety of kinesiology taping in the management of cancer-related lymphoedema. Eur J Cancer Care (Engl). 2017 Sep;26(5). doi: 10.1111/ecc.12510. Epub 2016 May 11.

11.Bao T et al. Acupuncture for breast cancer-related lymphedema: a randomized controlled trial. Breast Cancer Res Treat. 2018 Jul;170(1):77-87. doi: 10.1007/s10549-018-4743-9. Epub 2018 Mar 8.

12.Lyman GH et al. Integrative Therapies During and After Breast Cancer Treatment: ASCO Endorsement of the SIO Clinical Practice Guideline. J Clin Oncol. 2018 Jun 11:JCO2018792721. doi: 10.1200/JCO.2018.79.2721. [Epub ahead of print]

13.Baxter GD . Low level laser therapy (Photobiomodulation therapy) for breast cancer-related lymphedema: a systematic review. BMC Cancer. 2017 Dec 7;17(1):833. doi: 10.1186/s12885-017-3852-x.

14.Bae H et al. Clinical outcomes of extracorporeal shock wave therapy in patients with secondary lymphedema: a pilot study. Ann Rehabil Med. 2013 Apr;37(2):229-34. doi: 10.5535/arm.2013.37.2.229. Epub 2013 Apr 30.

15.Cebicci MA et al. Extracorporeal Shock Wave Therapy for Breast Cancer-Related Lymphedema: A Pilot Study. Arch Phys Med Rehabil. 2016 Sep;97(9):1520-1525. doi: 10.1016/j.apmr.2016.02.019. Epub 2016 Mar 15.

16.Scaglioni MF1. Systematic review of lymphovenous anastomosis (LVA) for the treatment of lymphedema. Microsurgery. 2017 Nov;37(8):947-953. doi: 10.1002/micr.30246. Epub 2017 Oct 3.

A Síndrome de Dor Pós-Mastectomia acomete de 20-70% dos pacientes submetidos a uma cirurgia de mama. Nesse episódio eu discuto a definição, fatores de risco, apresentações clínicas e possíveis tratamentos.

 

 

Bibliografia

  1. Yang EJ et al. Longitudinal change of treatment-related upper limb dysfunction and its impact on late dysfunction in breast cancer survivors: a prospective cohort study. J Surg Oncol. 2010 Jan 1;101(1):84-91. doi: 10.1002/jso.21435.
  2. Richmond et al. Development of an exercise intervention for the prevention of musculoskeletal shoulder problems after breast cancer treatment: the prevention of shoulder problems trial (UK PROSPER). BMC Health Serv Res. 2018 Jun 18;18(1):463. doi: 10.1186/s12913-018-3280-x.
  3. Mejdahl MK et al. Persistent pain and sensory disturbances after treatment for breast cancer: six year nationwide follow-up study. BMJ. 2013;346:f1865. doi: 10.1136/bmj.f1865
  4. Pusic et al. Patient-Reported Outcomes 1 Year After Immediate Breast Reconstruction: Results of the Mastectomy Reconstruction Outcomes Consortium Study. J Clin Oncol. 2017
  5. Wisotzky E. Deconstructing Postmastectomy Syndrome: Implications for Physiatric Management. Phys Med Rehabil Clin N Am. 2017 Feb;28(1):153-169. doi: 10.1016/j.pmr.2016.09.003.
  6. Attal et al. Safety and efficacy of repeated injections of botulinum toxin A in peripheral neuropathic pain (BOTNEP): a randomised, double-blind, placebo-controlled trial. Lancet Neurol. 2016 May;15(6):555-65. doi: 10.1016/S1474-4422(16)00017-X. Epub 2016 Mar 2.
  7. Wisotzky E. Ultrasound-Guided Intercostobrachial Nerve Block for Intercostobrachial Neuralgia in Breast Cancer Patients: A Case Series. PM R. 2016 Mar;8(3):273-7. doi: 10.1016/j.pmrj.2015.10.003. Epub 2015 Oct 19.
  8. Zocca et al. Pain Pract. 2017 Jan;17(1):141-146. doi: 10.1111/papr.12482. Epub 2016 Sep 2.
    Ultrasound-Guided Serratus Plane Block for Treatment of Postmastectomy Pain Syndromes in Breast Cancer Patients: A Case Series.
  9. Roth RS et al. Is chronic postsurgical pain surgery-induced? A study of persistent postoperative pain following breast reconstruction. Breast. (2018)
  10. Roth RS. Chronic postsurgical pain following breast reconstruction: a commentary and critique. Breast Cancer Res Treat. 2018 Jun;169(2):209-216. doi: 10.1007/s10549-018-4687-0. Epub 2018 Jan 30. Review.